Com
certeza vivemos um tempo de mudanças. As transformações estão acontecendo de
forma muito rápida e nem todas as mudanças somos capazes de acompanhar. A
educação está sim inserida neste contexto mas, acompanhando de longe, infelizmente.
Muitas são as diferenças entre a sociedade, cultura, educação, etc, de hoje e a de muitos anos atrás.
Um
ponto que acho importante é a questão do encurtamento do tempo e espaço. A
televisão, por exemplo, nos permitiu
participar de eventos que acontecem em continentes diferentes do que estamos
presentes. Como por exemplo as Olimpíadas e Copa do Mundo. O tempo em que recebemos uma notícia também diminuiu.
Com a televisão foi possível acompanhar, por exemplo, a queda no muro de Berlim
(na época) em tempo real. Diferente de sabermos da notícia tempos depois e somente
por textos e imagem no caso dos jornais.
A internet amplificou este fenômeno e trouxe novas perspectivas. Nossos
jovens hoje não conseguem se ver sem as conexões digitais. Escutar música, ver
vídeos pela rede são hábitos comuns para eles. Estar todos os dias nas redes
sociais, participando de grupos de interesse são coisas comuns para eles. Produzir
seus próprios conteúdos e compartilha-los é super normal e se for muito bom
pode até dar dinheiro. É possível ao jovem de hoje opinar sobre as diferentes
questões, diferente da TV, rádio e jornal em que existia uma " comunicação
passiva". A internet permitiu a interação e a "comunicação ativa".
Lembro
que na minha época de estudante pesquisar era sinônimo de biblioteca. Hoje
pesquisar é sinônimo de Google, Youtube, Wikipédia e compania. A TV de hoje
também mudou, temos por exemplo os canais pagos em que alguns deles trazem
conteúdos educativos de primeira linha em diferentes áreas. Destes gosto muito
do Animal Planet, Discovery Channel, National Geographic, History Channel.
Estas mudanças geram conflitos entre as gerações antigas e as novas gerações. A
vida não acontece mais de modo linear como antigamente, mas de forma
fragmentada.
A escola precisa incorporar estas mudanças mas elas acontecem de forma desacelerada. As mudanças ocorrem de maneira tão rápida que até mesmo a escola não consegue acompanhar. As possibilidades são tão grandes que nós professor não sabemos por onde começar. Os paradigmas, os dogmas e as rotinas estão tão impreguinados que existe na comunidade escolar o medo de mudar. Os alunos aprendem mais rápido que os professores a usarem as tecnologias. Mas sem um pensamento crítico sobre este uso, eles acabam por utilizá-las de forma superficial. Acham que as redes que existem hoje se resumem ao Facebook. Não exploram recursos que com certeza desenvolveriam suas habilidades e competências. Os alunos devem ser motivados e compreenderem que as tecnologias são maiores que Facebook. Devem até entender que o próprio Facebook pode fazê-los crescer







